O nome deste blog encerra um enigma: é que o ser fictício que nele se anuncia é afinal o ser real. Na altura em que surgiu procurava ele, entristecido autor, asilo na Literatura, refúgio na escrita, paz na escrita. Hoje, subindo a pique o escarpado da dor e alcançando a pulso os pináculos do êxtase, o coração ansioso, a alma transbordante, sabe não estar só. Foi no Dia de Natal. Um qualquer dos deuses que povoam os Céus apiedou-se e decidiu-se a um instante de bondade, oferecendo-lhe a eternidade de uma companhia. A ficção dos sentimentos tornou-se na verdade do enamoramento, vida por vida.
